quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Conselhos Úteis

13:47:00 0 Comments

Utilize as horas com moderação,realizando cada tarefa por sua vez, sem interrupção

Trabalho continuado-rendimento virtuoso

Modifique sem mais tardança o conceito negativo a respeito de quem você conheceu num momento infeliz

A opinião má que se renova não contribui para a sementeira da fraternidade

Antes que os labores diurnos o surpreendam, realize no leito a comunhão com o Senhor,através da meditação

O homem mantém a comunicação com o Pai celeste pelos invisíveis fios do pensamento

Resguarda-te da enfermidade cultivando a higiene mental

Mente asseada, corpo equilibrado

Recolha em cada dificuldade a mensagem oculta de advertência para a vida

Obstáculo vencido,aprendizagem inesquecível

Acomode-se ao temperamento alheio,vencendo as imposições de instinto,quando a serviço do auxílio.

Quem relaciona dificuldades,não dispõe de tempo para ajudar

Receba o intrujão com delicadeza, expondo-lhe a verdade sem arrogância deliberada

Todo usurpador se transforma em algoz de si mesmo

Precavenha-se da agressão do ódio pelo exercício do amor

A constância no bem imuniza o homem contra o contágio das misérias morais

Aceite o sofrimento como fenômeno natural da experiência evolutiva

A infibratura moral,consolida-se no fragor das batalhas diária

Repare a terra submissa e boa,sulcada pelo arado para a dádiva do pão

Aprenda com ela a lição de humildade e deixe que o agricultor compassivo transforme sua vida num seminário de amor para o bem de todos

Harmoniza-te com a vida,adquirindo o tesouro valioso da paciência e use-a como instrumento de luta.

Nas competições destrutivas,aguarda a tua vez.

Nas lutas de predomínios,espera o teu lugar.

Nos choques da ambição,permanece em paz.

Não te desequilibre quando os múltiplos convites ao desespero estiverem assolando as tuas resistências.

Cada experiência te brindara maior capacidades para outros cometimentos, preparando os seus sentimentos para vitórias mais amplas.

Assim fica alerta e paciente, conhecendo a lei de justiça, compreendendo que tudo acontece para a necessidade da sua evolução, não fique aflito,nem te apresses,sem tardança, porém com paciência tenha atitudes dignas, sempre aguardando o correto resultado das tuas realizações.

Com paciência conquistaras tudo, conquistaras a si mesmo para o bem e para a paz.

Autor
Joanna de Ângelis

Médium
Divaldo Franco

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Nossa Consciência

23:39:00 0 Comments

Quando os noticiários tratam de acidentes com aeronaves, é comum ouvirmos falar da caixa preta que, apesar da destruição do avião, é preservada, porque estruturada com o fim de registrar as causas do desastre.

Fazendo um paralelo, podemos dizer que nossa consciência é a caixa preta, na qual ficam registrados nossos pensamentos e atos, sem que a morte logre apagar uma vírgula, sequer, de tudo quanto fizemos.

Assim, aqueles que não conseguimos conceber o mecanismo do qual se servem as Leis Divinas para contabilizar os equívocos e acertos cometidos, podemos imaginar, por analogia, de que forma isso acontece.

Ora, se os homens, criados por Deus, têm meios de construir um compartimento numa aeronave, capaz de registrar as ocorrências para posterior análise, por que é que Deus, a Inteligência Suprema do Universo, não teria melhores condições de preservar, em nossa consciência, os registros necessários?

Aqueles que pensamos que a morte do corpo físico apagará nossos feitos, estamos deveras equivocados.

Se assim não fosse, como entender o dizer de Jesus, que a cada um será dado segundo suas obras?

Mas como é que nós responderemos perante as Leis, se não as conhecemos?

Os Espíritos Superiores dizem que as Leis Divinas estão inscritas na nossa consciência, dessa forma, não poderemos alegar ignorância.

A afirmativa evangélica de que todos os pecados serão perdoados, exceto os que forem cometidos contra o Espírito, fala dessa realidade.

Os pecados contra o Espírito são as infrações cometidas contra a consciência, isto é, os equívocos conscientes.

Podemos afirmar, sem medo de errar, que muitas das atitudes equivocadas, não têm o aval da nossa consciência, pois sabemos que estamos agindo mal.

Essa voz interior, que nos vem à mente quando planejamos uma ação má, é a voz da consciência a nos advertir para que não a concretizemos. O que ocorre, na maioria das vezes, é que não lhe damos ouvidos.

Se mesmo na justiça humana há distinção entre o crime doloso e o culposo, não poderia ser diferente quanto à Justiça Divina, que julga sempre pela intenção, e nunca pelas aparências.

Não é outro o motivo pelo qual Jesus assevera que mais será cobrado de quem mais tiver. Quem mais sabe, mais responsável é pelos atos.

É dessa forma que cada um responderá, perante as Leis Divinas, diante do tribunal implacável da própria consciência, por todos os atos praticados.

Assim, é importante que consultemos periodicamente os registros da nossa caixa preta, para que na hora da averiguação não nos decepcionemos conosco mesmos.

E não tenhamos dúvidas! Todos teremos nosso momento de prestação de contas à Divindade através da nossa consciência.

E tenhamos certeza de que somente responderemos pelos nossos atos, jamais pelos atos dos outros, porque a cada um será dado segundo suas obras.


* * *


As Leis Divinas são de justiça e amor.

Essas Leis não querem a morte do equivocado, mas a eliminação do equívoco.

São também Leis de misericórdia, pois nos permitem oportunidades sempre renovadas para o aprendizado das lições da vida, embora as circunstâncias não sejam as mesmas, principalmente para os teimosos que não querem aproveitá-las devidamente.

Por essa razão, não devemos adiar a hora de fazer o bem na medida das nossas forças, para que nos libertemos, de vez por todas, dos grilhões que nos mantêm presos ao sofrimento e alcemos voos mais altos, na direção da felicidade que nos acena.

Redação do Momento Espírita
Em 12.08.2010.

sábado, 26 de maio de 2018

O Dever

21:22:00 0 Comments

O dever é a obrigação moral, primeiro para consigo mesmo, e depois para com os outros. 

O dever é a lei da vida: encontramo-lo nos mínimos detalhes, como nos atos mais elevados. Quero falar aqui somente do dever moral, e não do que se refere às profissões. 

Na ordem dos sentimentos, o dever é muito difícil de ser cumprido, porque se encontra em antagonismo com as seduções do interesse e do coração. Suas vitórias não têm testemunhas, e suas derrotas não sofrem repressão. O dever íntimo do homem está entregue ao seu livre arbítrio: o aguilhão da consciência, esse guardião da probidade interior, o adverte e sustenta, mas ele se mostra frequentemente impotente diante dos sofismas da paixão. 

O dever do coração, fielmente observado, eleva o homem. Mas como precisar esse dever? Onde ele começa? Onde acaba? O dever começa precisamente no ponto em que ameaçais a felicidade ou a tranquilidade do vosso próximo, e termina no limite que não desejaríeis ver transposto em relação a vós mesmos.

Deus criou todos os homens iguais para a dor; pequenos ou grandes, ignorantes ou instruídos, sofrem todos pelos mesmos motivos, a fim de que cada um pese judiciosamente o mal que pode fazer. Não existe o mesmo critério para o bem, que é infinitamente mais variado nas suas expressões. A igualdade em relação a dor é uma sublime previsão de Deus, que quer que os seus filhos, instruídos pela experiência comum, não cometam o mal desculpando-se com a ignorância dos seus efeitos.

O dever é o resumo prático de todas as especulações morais. É uma intrepidez da alma, que enfrenta as angústias da luta. É austero e dócil, pronto a dobrar-se às mais diversas complicações, mas permanecendo inflexível diante de suas tentações. O homem que cumpre o seu dever ama a Deus mais que as criaturas, e as criaturas mais que a si mesmo; é a um só tempo, juiz e escravo na sua própria causa.

O dever é o mais belo galardão da razão; ele nasce dela, como o filho nasce da mãe. O homem deve amar o dever, não porque ele o preserve dos males da vida, aos quais a humanidade não pode subtrair-se, mas porque ele transmite à alma o vigor necessário ao seu desenvolvimento.

O dever se engrandece e esplende, sob uma forma sempre mais elevada, em cada uma das etapas superiores da humanidade. A obrigação moral da criatura para com Deus jamais cessa, porque ela deve refletir as virtudes do Eterno, que não aceita um esboço imperfeito, mas deseja que a grandeza de sua obra resplandeça aos seus olhos.

Lázaro
Paris, 1863

Do Evangelho Segundo o Espiritismo
Capitulo XVII - Sede Perfeitos.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

O Revolucionário Sincero

06:25:00 0 Comments

No curso das elucidações domésticas, Judas conversava, entusiástico, sobre as anomalias na governança do povo, e, exaltado, dizia das probabilidades de revolução em Jerusalém, quando o Senhor comentou muito calmo:

- Um rei antigo era considerado cruel pelo povo de sua pátria, a tal ponto que o principal dos profetas do reino foi convidado a chefiar uma rebelião de grande alcance, que o arrancasse do Trono.

O profeta não acreditou, de início, nas denúncias populares, mas a multidão insistia. "O rei era duro de coração, era mau senhor, perseguia, usurpava e flagelava os vassalos em todas as direções" - clamava-se desabridamente.

Foi assim que o condutor de boa-fé se inflamou, igualmente, e aceitou a idéia de uma revolução por único remédio natural e, por isso, articulou-a em silêncio, com algumas centenas de companheiros decididos e corajosos. 

Na véspera do cometimento, contudo, como possuía segura confiança em Deus, subiu ao topo dum monte e rogou a assistência divina com tamanho fervor que um Anjo das Alturas lhe foi enviado para confabulação de espírito a espírito.

À frente do emissário sublime, o profeta acusou o soberano, asseverando quanto sabia de oitiva e suplicando aprovação celeste ao plano de revolta renovadora.

O mensageiro anotou-lhe a sinceridade, escutou-o com paciência e esclareceu: - "Em nome do Supremo Senhor, o projeto ficará aprovado, com uma condição. Conviverás com o rei, durante cem dias consecutivos, em seu próprio palácio, na posição de servo humilde e fiel, e, findo esse tempo, se a tua consciência perseverar no mesmo propósito, então lhe destruirás o trono, com o nosso apoio".

O chefe honesto aceitou a proposta e cumpriu a determinação.

Simples e sincero, dirigiu-se à casa real, onde sempre havia acesso aos trabalhos de limpeza e situou-se na função de apagado servidor; no entanto, tão logo se colocou a serviço do monarca, reparou que ele nunca dispunha de tempo para as menores obrigações alusivas ao gosto de viver. 

Levantava-se rodeado de conselheiros e ministros impertinentes, era atormentado por centenas de reclamações de hora em hora. Na qualidade de pai, era privado da ternura dos filhos; Na condição de esposo, vivia distante da companheira. 

Além disso, era obrigado, frequentemente, a perder o equilíbrio da saúde física, em vista de banquetes e cerimônias, excessivamente repetidos, nos quais era compelido a ouvir toda a sorte de mentiras da boca de súditos bajuladores e ingratos. 
Nunca dormia, nem se alimentava em horas certas e, onde estivesse, era constrangido a vigiar as próprias palavras, sendo vedada ao seu espírito qualquer expressão mais demorada de vida que não fôsse o artifício a sufocar-lhe o coração.

O orientador da massa popular reconheceu que o imperante mais se assemelhava a um escravo, duramente condenado a servir sem repouso, em plena solidão espiritual, porquanto o rei não gozava nem mesmo a facilidade de cultivar a comunhão com Deus, por intermédio da prece comum.

Findo o prazo estabelecido, o profeta, radicalmente transformado, regressou ao monte para atender ao compromisso assumido, e, notando que o Anjo lhe aparecia, no curso das orações, implorou-lhe misericórdia para o rei, de quem ele agora se compadecia sinceramente. 

Em seguida, congregou o povo e notificou a todos os companheiros de ideal que o soberano era, talvez, o homem mais torturado em todo o reino e que, ao invés da suspirada insubmissão, competia-o lhes, a cada um, maior entendimento e mais trabalho construtivo, no lugar que lhes era próprio dentro do país, a fim de que o monarca, de si mesmo tão escravizado e tão desditoso, pudesse cumprir sem desastres a elevada missão de que fora investido.

E, assim, a rebeldia foi convertida em compreensão e serviço.

Judas, desapontado, parecia ensaiar alguma ponderação irreverente, mas o Mestre Divino anntecipou-se a ele, falando, incisivo:

- A revolução é sempre o engano trágico daqueles que desejam arrebatar a outrem o cetro do governo. Quando cada servidor entende o dever que lhe cabe no plano da vida, não há disposição para a indisciplina, nem tempo para a insubmissão.

Do Livro Jesus no Lar
De Néio Lúcio
Psicografia Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 16 de maio de 2018

O Apelo Divino

16:17:00 0 Comments

Reunidos os componentes habituais do grupo doméstico, o Senhor, de olhos melancólicos e lúcidos, surpreendendo, talvez, alguma nota de oculta revolta no coração dos ouvintes, falou, sublime:

— Amados, quem procura o Sol do Reino Divino há de armar-se de amor para vencer na grande batalha da luz contra as trevas. E para armazenar o amor no coração é indispensável ampliar as fontes da piedade.

Compadeçamo-nos dos príncipes; quem se eleva muito alto, sem apoio seguro, pode experimentar a queda em desfiladeiros tenebrosos.

Ajudemos aos escravos; quem se encontra nos espinheiros do vale pode perder-se na inconformação, antes de subir a montanha redentora.

Auxiliemos a criança; a erva tenra pode ser crestada, antes do sol do meio-dia.

Amparemos o velhinho; nem sempre a noite aparece abençoada de estrelas.

Estendamos mãos fraternas ao criminoso da estrada; o remorso é um vulcão devastador.

Ajudemos aquele que nos parece irrepreensível; há uma justiça infalível, acima dos círculos humanos, e nem sempre quem morre santificado aos olhos das criaturas surge santificado no Céu.

Amparemos quem ensina; os mestres são torturados pelas próprias lições que transmitem aos outros.

Socorramos aquele que aprende; o discípulo que estuda sem proveito, adquire pesada responsabilidade diante do Eterno.

Fortaleçamos quem é bom; na Terra, a ameaça do desânimo paira sobre todos.

Ajudemos o mau; o espírito endurecido pode fazer-se perverso.

Lembremo-nos dos aflitos, abraçando-os, fraternalmente; a dor, quando incompreendida, transforma-se em fogueira de angústia.

Auxiliemos as pessoas felizes; a tempestade costuma surpreender com a morte os viajores desavisados.

A saúde reclama cooperação para não arruinar-se.

A enfermidade precisa remédio para extinguir-se.

A administração pede socorro para não desmandar-se.

A obediência exige concurso amigo para subtrair-se ao desespero.

Enquanto o Reino do Senhor não brilhar no coração e na consciência das criaturas, a Terra será uma escola para os bons, um purgatório para os maus e um hospital doloroso para os doentes de toda sorte.

Sem a lâmpada acesa da compaixão fraternal, é impossível atender à Vontade Divina.

O primeiro passo da perfeição é o entendimento com o auxílio justo...

Interrompeu-se o Mestre, ante os companheiros emudecidos.

E porque os ouvintes se conservassem calados, de olhos marejados de pranto, Ele voltou à palavra, em prece, e suplicou ao Pai luz e socorro, paz e esclarecimento para ricos e pobres, senhores e escravos, sábios e ignorantes, bons e maus, grandes e pequenos...

Quando terminou a rogativa, as brisas do lago se agitaram, harmoniosas e brandas, como se a Natureza as colocasse em movimento na direção do Céu para conduzirem a súplica de Jesus ao Trono do Pai, além das estrelas...

Do Livro Jesus no Lar
De Néio Lúcio
Psicografia Francisco Cândido Xavier

sexta-feira, 4 de maio de 2018

A Receita da Felicidade

18:38:00 0 Comments

Tadeu, que era dos comentaristas mais inflamados, no culto da Boa Nova, em casa de Pedro, entusiasmara-se na reunião, relacionando os imperativos da felicidade humana e clamando contra os dominadores de Roma e contra os rabinos do Sinédrio. Tocado de indisfarçável revolta, dissertou largamente sobre a discórdia e o sofrimento reinantes no povo, situando-lhes a causa nas deficiências políticas da época, e, depois que expendeu várias considerações preciosas, em torno do assunto, Jesus perguntou-lhe: 

— Tadeu, como interpreta você a felicidade? — Senhor, a felicidade é a paz de todos. O Cristo estampou significativa expressão fisionômica e ponderou: 

— Sim, Tadeu, isto não desconheço; entretanto, estimaria saber como se sentiria você realmente feliz. 

O discípulo, com algum acanhamento, enunciou: 

— Mestre, suponho que atingiria a suprema tranquilidade se pudesse alcançar a compreensão dos outros. 

Desejo, para esse fim, que o próximo me não despreze as intenções nobres e puras. 
Sei que erro, muitas vezes, porque sou humano; entretanto, ficaria contente se aqueles que convivem comigo me reconhecessem o sincero propósito de acertar. 
Respiraria abençoado júbilo se pudesse confiar em meus semelhantes, deles recebendo a justa consideração de que me sinta credor, em face da elevação de meu ideal. 

Suspiro pelo respeito de todos, para que eu possa trabalhar sem impedimentos. Regozijar-­me­-ia se a maledicência me esquecesse. 

Vivo na expectativa da cordialidade alheia e julgo que o mundo seria um paraíso se as pessoas da estrada comum se tratassem de acordo com o meu anseio honesto de ser acatado pelos demais. 

A indiferença e a calúnia doem­-me no coração. 

Creio que o sarcasmo e a suspeita foram organizados pelos Espíritos das trevas, para tormento das criaturas. 

A impiedade é um fel quando dirigida contra mim, a maldade é um fantasma de dor quando se põe ao meu encontro. 

Em razão de tudo isso, sentir­me­-ia venturoso se os meus parentes, afeiçoados e conterrâneos me buscassem, não pelo que aparento ser nas imperfeições do corpo, mas pelo conteúdo de boa­ vontade que presumo conservar em minh’alma. 
Acima de tudo, Senhor, estaria sumamente satisfeito se quantos peregrinam comigo me concedessem direito de experimentar livremente o meu gênero de felicidade pessoal, desde que me sinta aprovado pelo código do bem, no campo de minha consciência, sem ironias e críticas descabidas. 

Resumindo, Mestre, eu queria ser compreendido, respeitado e estimado por todos, embora não seja, ainda, o modelo de perfeição que o Céu espera de mim, com o abençoado concurso da dor e do tempo. 

Calou-­se o apóstolo e esboçou­-se, na sala singela, incontido movimento de curiosidade ante a opinião que o Cristo adotaria. 

Alguns dos companheiros esperavam que o Amigo Celeste usasse o verbo em comprida dissertação, mas o Mestre fixou os olhos muito límpidos no discípulo e falou com franqueza e doçura: 

— Tadeu, se você procura, então, a alegria e a felicidade do mundo inteiro, proceda para com os outros, como deseja que os outros procedam para com você. E caminhando cada homem nessa mesma norma, muito breve estenderemos na Terra as glórias do Paraíso.

Do Livro Jesus no Lar
Pelo espirito de Neio Lúcio
Psicografia Francisco Cândido Xavier

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Evangelho no Lar

20:44:00 0 Comments



"Organizemos o nosso agrupamento doméstico do Evangelho. O Lar é o coração do organismo social. Em casa, começa nossa missão no mundo." Scheilla (do livro Luz no Lar)

"Porque onde estiverem reunidos em meu nome, lá estarei presente." Jesus. (MATEUS, 18:20.)

O Evangelho no Lar


Finalidade: 

Trata-se de um encontro semanal, sendo previamente marcado o dia e a hora, (devendo ser repetido sempre no mesmo dia e hora da semana) com o objetivo de reunir a família em torno dos ensinamentos evangélicos, à luz do Espiritismo, e sob a assistência dos Benfeitores Espirituais.


1. Participantes:


Podem ser todas as pessoas do lar, inclusive as crianças.

Ou ainda pode ser feito por apenas uma pessoa da casa.

2. Roteiro da Reunião:


Leitura, sem comentários, de uma página de um livro (por exemplo, Pão Nosso, Fonte Viva, entre outros);

Prece inicial;

Leitura e comentários de um tópico de O Evangelho segundo o Espiritismo, estudado de forma seqüêncial;

Prece de encerramento.

3. Recomendações:


O tempo da Reunião deve ser, no máximo, de uma hora; evitar a manifestação mediúnica de Espíritos;

Pode-se colocar água para ser beneficiada pelos Protetores Espirituais e, após, repartida entre os participantes; a presença de visita, não deve ser motivo para suprimir a Reunião.

No caso de se perder o dia da reunião em determinada semana, pode-se continuar na próxima;

Quando toda a familia participa e acontecer de ter uma só pessoa no dia marcado, a reunião deve acontecer normalmente;

No caso de viagem, a familia pode realizar a reunião onde estiver;

Culto Cristão no Lar

O culto do Evangelho no lar não é uma inovação. É uma necessidade em toda parte onde o Cristianismo lance raízes de aperfeiçoamento e sublimação. A Boa-Nova seguiu da Manjedoura para as praças públicas e avançou da casa humilde de Simão Pedro para a glorificação no Pentecostes. A palavra do Senhor soou, primeiramente, sob o teto simples de Nazaré e, certo, se fará ouvir, de novo, por nosso intermédio, antes de tudo, no círculo dos nossos familiares e afeiçoados, com os quais devemos atender às obrigações que nos competem no tempo.


Quando o ensinamento do Mestre vibre entre as quatro paredes de um templo doméstico, os pequeninos sacrifícios tecem a felicidade comum.


A observação impensada é ouvida sem revolta.

A calúnia é isolada no algodão do silêncio.

A enfermidade é recebida com calma.

O erro alheio encontra compaixão.

A maldade não encontra brechas para insinuar-se.

E aí, dentro desse paraíso que alguns já estão edificando, a benefício deles e dos outros, o estímulo é um cântico de solidariedade incessante, a bondade é uma fonte inexaurível de paz e entendimento, a gentileza é inspiração de todas as horas, o sorriso é a sombra de cada um e a palavra permanece revestida de luz, vinculada ao amor que o Amigo Celeste nos legou.

Somente depois da experiência evangélica do lar, o coração está realmente habilitado para distribuir o pão divino da Boa-Nova, junto da multidão, embora devamos o esclarecimento amigo e o conselho santificante aos companheiros da romagem humana, em todas as circunstâncias.

Não olvidemos, assim, os impositivos da aplicação com o Cristo, no santuário familiar, onde nos cabe o exemplo de paciência, compreensão, fraternidade, serviço, fé e bom ânimo, sob o reinado legítimo do amor, porque, estudando a Palavra do Céu em quatro Evangelhos, que constituem o Testamento da Luz, somos, cada um de nós, o quinto Evangelho inacabado, mas vivo e atuante, que estamos escrevendo com os próprios testemunhos, a fim de que a nossa vida seja uma revelação de Jesus, aberta ao olhar e à apreciação de todos, sem necessidade de utilizarmos muitas palavras na advertência ou na pregação.


Emmanuel

Fonte: XAVIER, Francisco Cândido. Luz no Lar. Por diversos Espíritos. 8. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1997. Cap 1, p. 11-12. 

Fonte: Folder distribuído pela Federação Espírita Brasileira. www.febnet.org.br

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